
“Não Tenho Emprego. E Agora?” — Um Guia (Quase) Passo a Passo de Emprego e Carreira | Com Luísa Castelar Guimarães
Ficar sem emprego não significa apenas perder um salário.
Pode significar perder referências, confiança, rotina e até a perceção do próprio valor. Quanto mais tempo passa, maior pode tornar-se a distância entre a pessoa e um mercado de trabalho que muda a uma velocidade difícil de acompanhar.
Neste episódio do Plano B, converso com Luísa Castelar Guimarães, socióloga e técnica de empregabilidade na Associação Sol do Ave, com 25 anos de experiência nas áreas do emprego, da carreira e da inclusão profissional.
Falamos sobre aquilo que acontece antes da contratação — porque empregabilidade não é apenas encontrar um emprego.
É compreender quem somos, reconhecer competências que desvalorizámos, definir objetivos realistas, adquirir novas ferramentas e recuperar a confiança necessária para voltar ao mercado.
Nesta conversa, abordamos:
— O impacto emocional do desemprego prolongado;
— A perda de confiança e de perceção do próprio valor;
— A importância da orientação profissional e dos programas de empregabilidade;
— O perigo de aceitar qualquer trabalho apenas por urgência;
— A diferença entre encontrar um emprego e construir uma carreira sustentável;
— Competências técnicas, soft skills e as chamadas power skills;
— Como utilizar a inteligência artificial sem perder autenticidade;
— Requalificação, mudança de carreira e aprendizagem ao longo da vida;
— A criação do próprio emprego como possibilidade real;
— O apoio da Associação Sol do Ave a pessoas desempregadas e empreendedoras;
— O valor do acompanhamento, do networking e das conversas de carreira.
Falamos também sobre a ideia, ainda muito presente, de que uma formação determina toda a vida profissional.
Não determina.
Uma licenciatura é uma base, não uma sentença. Uma carreira não precisa de ser linear. E estar desempregado pode, apesar de toda a vulnerabilidade que representa, tornar-se um momento de pausa, reflexão, aprendizagem e reconstrução.
A mensagem da Luísa é clara: não desistir, procurar ajuda, reconhecer o próprio valor e começar a construir o próximo passo — mesmo que seja pequeno.
Porque sentado no sofá, à espera de que alguma coisa aconteça, o mercado dificilmente muda por nós.
Mas ninguém precisa de fazer esse caminho sozinho.
Plano B — o lado real do trabalho, da carreira e dos Recursos Humanos.
Partilhe nos comentários: qual considera ser o maior obstáculo para quem procura emprego — a falta de oportunidades, de orientação ou de confiança?


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