Afinal, o que é um ATS e o que faz ao seu CV?
Há uma ideia que se instalou no mercado de trabalho e que merece ser explicada: a de que, quando nos candidatamos a uma oferta, existe um algoritmo que lê o nosso currículo, decide se somos bons candidatos e, se não atingirmos determinada pontuação, nos elimina automaticamente.
Não é assim tão simples.
Mas também já não é verdade que enviamos um currículo e, do outro lado, está necessariamente um recrutador a abrir o ficheiro e a lê-lo do princípio ao fim.
Entre uma coisa e outra estão, muitas vezes, os ATS — Applicant Tracking Systems.
Um ATS é, essencialmente, um sistema de gestão de candidaturas. É a ferramenta onde as empresas publicam vagas, recebem currículos, organizam candidatos, registam entrevistas, fazem pesquisas, acompanham processos e guardam informação ao longo das diferentes fases de recrutamento.
Quando uma empresa recebe 20 candidaturas, é perfeitamente possível olhar para todas.
Quando recebe 200, 500 ou 2.000, a história é diferente.
É aqui que a tecnologia se torna particularmente importante.
O ATS pode extrair informação do currículo e transformá-la em dados pesquisáveis: experiência profissional, empresas, funções, formação, competências, localização, idiomas ou determinadas palavras e expressões.
E isto tem uma consequência muito prática.
O seu currículo não precisa apenas de ser bom. Precisa de conseguir ser lido, interpretado e encontrado.
Imagine que estamos a recrutar alguém com experiência em SAP SuccessFactors.
Podemos pesquisar essa competência no sistema e encontrar os candidatos cujos currículos contêm essa informação. Podemos aplicar filtros, pesquisar funções, competências ou outros critérios relevantes para a vaga.
Se tem essa experiência, mas o seu currículo não a comunica de forma clara, existe um problema.
Não porque o ATS tenha decidido que não presta.
O sistema simplesmente trabalha com a informação que lhe demos.
É também por isso que copiar dezenas de palavras-chave de uma oferta e espalhá-las pelo currículo não transforma um mau CV num bom CV.
Do outro lado continua a existir um recrutador.
E se o currículo chegar às mãos de uma pessoa, terá de fazer aquilo que sempre teve de fazer: mostrar, de forma rápida e credível, porque é que aquela candidatura merece atenção.
É aqui que, para mim, está a questão mais interessante dos currículos atuais.
Temos de escrever para máquinas sem deixar de escrever para pessoas.
Um CV excessivamente criativo pode criar dificuldades de leitura em determinados sistemas. Um CV construído apenas para agradar ao ATS pode tornar-se uma coleção absurda de palavras-chave que não convence ninguém.
Nenhum dos extremos serve.
O currículo continua a ter a mesma função que sempre teve: abrir uma porta.
Não conta quem somos. Não conta toda a nossa carreira. Não substitui uma entrevista e muito menos demonstra tudo aquilo que sabemos fazer.
É uma ferramenta estratégica que seleciona e organiza informação para nos aproximar da oportunidade que procuramos.
A diferença é que hoje essa ferramenta existe dentro de um processo de recrutamento cada vez mais tecnológico.
E é importante perceber como funciona.
Por isso, no dia 23 de setembro, das 21h00 às 23h00, vamos fazer uma coisa que normalmente um candidato nunca tem oportunidade de fazer:
vamos colocá-lo do outro lado do processo.
Na masterclass O CV que Passa ATS (e Convence Humanos), com Anabela Reis Moreira, Diretora de Recursos Humanos e fundadora da CV.Experts®, vamos abrir um ATS profissional em direto.
Os participantes poderão candidatar-se durante a aula e acompanhar o que acontece ao currículo depois de carregarem no botão de candidatura.
Vamos ver como o sistema recebe o documento, que informação consegue extrair, como essa informação aparece ao recrutador, como são feitas pesquisas e filtros e porque é que a forma como escrevemos e estruturamos um CV pode fazer diferença.
E depois fazemos a segunda parte, igualmente importante:
o que acontece quando finalmente é uma pessoa a olhar para ele?
Porque passar pelo sistema não chega. É preciso que o currículo faça sentido para quem recruta.
A aula inclui ainda um template de CV otimizado para ATS, uma checklist de validação e prompts de Inteligência Artificial para trabalhar e adaptar o currículo.
23 de setembro | 21h00–23h00 | Online
Investimento: 49,90 €
Outubro e novembro trazem tradicionalmente bastante movimento ao mercado de recrutamento. Se está a pensar procurar emprego ou mudar de empresa, setembro é uma boa altura para preparar as ferramentas com que vai entrar nesse mercado.
Não para aprender a “enganar o ATS”.
Para perceber como funciona o processo em que está a participar.
E isso faz toda a diferença.


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